Manifestação é bacaníssimo sim, pode ser ritual, festa, congregação, alegria de estar junto. Já usar a democracia como luta nos aproxima do que os USA faz na Síria – é a luta global pela democracia. É tudo interdependente, por isso eu penso muito em atuar sem lutar no “lance” da água, minimizando o foco na eleição que não mudará nada na gestão hídrica da cidade, seja qual for o resultado, vide as pesquisas e os programas de governo (tem gente que ainda vai lançar) e os contratos e tals já existem, as perfurações de merda já foram feitas, o saque está em andamento.

Não é só eleição. Nem é só pela água. Itu tem pouco, mas ainda tem florestas, (sub)culturas, economias e um tanto de outras coisas que estão no mesmo bojo e eu definitivamente não quero mais “participação” – quero junto com esta turma toda ai de 170 mil controlar a parada.

Na prefeitura tem muita gente gabaritadíssima em Métodos Participativos, a fudê mesmo… observando eles lá tive muito mais certeza que o próximo passo é interação. Direto e reto, sem participar de nada porque quem participa não decide (e não tô falando de deliberatividade). Controle cidadão de tudo, dados abertos.

Nas manifestações que tem ocorrido em Itu podemos sentir o surgimento de bolhas de liberdade! Todo mundo junto, conexão física e mental de muitas pessoas. Não existe povo, não somos um bloco, não há agentes especiais e portanto não temos um exército de guerrilha… há quem vista a carapuça do militante e inicie os procedimentos militares, eis que surge o choque e as bombas e tals, nítido conflito de poder.

Já se a guerrilha trata do uso adaptativo das técnicas do marketing de guerrilha para a destituição das hierarquias todas, compreendo a oportunidade.

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E a nota que o Augusto de Franco publicou e que inspirou este texto: https://www.facebook.com/notes/839322326099967/

“Toda vez que o processo de democratização consegue, mesmo intermitentemente, prosseguir, dizemos que estamos numa democracia, devendo-se entender por isso o seguinte: estamos conseguindo tornar modos de regulação de conflitos menos autocráticos e padrões de organização menos hierárquicos, nada garantindo, porém, que vamos definitivamente para o céu: sempre pode haver retrocesso quando – no caso da democracia dos modernos (a democracia representativa realmente existente nos países que a adotam) – restringe-se a liberdade, viola-se a publicidade, frauda-se a eletividade, falsifica-se a rotatividade, descumpre-se a legalidade e degenera-se a institucionalidade. “


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