Descobri com a pergunta-post da Camila Fernanda Schincariol no Facebook. É tradicional já o Grito dos Excluídos, desde 2000 todo ano rola movimentação entorno do 7 de setembro, rola plebiscitos, etc.

Para mim ele levanta questões que todos tratam disfarçadamente durante o resto do ano e neste ano serão consultados alguns grupos no que importa para os organizadores em Reforma Política. Em pleno desenvolvimento da energia social global deve ser intensa a vida entre tantas articulações.

Um movimento é a  Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político Brasileiro (www.reformapolitica.org.br) que pretende servir para subsidiar o debate e sistematizar o acúmulo alcançado em todo o processo já iniciado de discussão sobre a reforma política.  O site oficial na verdade parece ser esse> http://www.plebiscitoconstituinte.org.br

Sempre são 03 os argumentos básicos de meus amigos militantes em guerra contra algo/alguém que pressupõe que este plebiscitos são representativos do “povo brasileiro”:  (1) as reuniões são em lugares públicos, (2) são organizadas por movimentos sociais e (3) todo mundo pode participar.

Modo de dizer também, porque muitas das reuniões e decisões de organização são fechadas e difíceis de serem acompanhadas, sempre haverá lacunas hierárquicas seletivas no calendário principalmente se a pessoa não está diretamente conectada à rede social de maneira integral, citando os mesmos autores, compartilhando o mesmo ponto de vista sobre os temas prioritários e principalmente visualizando o “futuro em comum”. Eu penso mais em conexões tipo máfia da nova constituinete (sem erro) , influência de ler a trilogia do Poderoso Chefão será?

Ora, não é porque o cenário é público que o interesse seja público. E ser organizada por movimento social não qualifica o produto da organização social como um ser mais existente que o ser humano, mais apto a decidir o futuro. Uma pessoa jurídica não é mais responsável do que uma pessoa física.

Explico do modo fácil: hierarquia-poderes-representantes, desnecessário dizer que as pessoas no geral estão a mercê de decisões com interesses enviesado pelo exercício do poder. E todo mundo pode mesmo participar, mas interagir e deliberar e coisas assim é que é a intenção sob a égide da participação né? Os degraus de Sherry R. Arnstei separam muito bem o que é poder popular e o nível de concessão mínima que é a consulta. Mínima.

Já brincamos muito disso em anos anteriores, foi muito bacana a capilaridade e os convites que recebemos para visitas em várias comunidades no interior de São Paulo. Sábados, 8h da manhã e uns 500 jovens juntos prontos para cumprir ordens. Isso é cruel, mas é massa ver todo mundo junto, há paradoxos sempre na transição.

A TI do que vivi é instrumental, feita como pode ser feita. A gestão do conhecimento e garantia de transparência das informações é incipiente, há uma monarquia de negócio forte na arquitetura e há muitos filtros políticos e ideológicos para que sua ação seja ou não reconhecida. Facebook pode dominar de fato, seu chat é poderosíssimo. Listas de emails das antigas também, haja tempo para “defender” pontos de vista.

O Josuel Rodrigues é o cara se você saber do rolê pela região de Itu, ele é agilizado e versa bem nestes movimentos. Por atitudes fortes assim ele até faz parte da diretoria da Caminho das Águas, pena que não aja por ela.

Camila Fernanda Schincariol – Mas é válido então?

Tudo que é real vale.

Este link http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/o-que-%C3%A9-o-plebiscito-pela-constituinte explica melhor o lance oficial, o principal é que navegando rapidamente deu pra sacar 399 organizações sociais que dão energia neste plebiscito em um movimento, no outro rolê são 109… saca? Vários grupos, vários arranjos em diversos cantos unidos na pressão em ano de eleição presidencial.

Eu curto repensar tudo sempre. Sei não qual é a opinião de cada uma das pessoas que compõe cada uma destas organizações.

Mais links interessantes

http://www.reformapoliticademocratica.org.br

 


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