Ah, quanta incerteza em como vibrar microeconomia em nossos mundos bolhas! Há muito conhecimento que pode fluir, que se comprado ou vendido é muito caro e cria escassez, indesejável sempre. Mas se há escassez beleza também, sempre tem como agir para equilibrar em abundância

Há o caminho de nossos encontros-esquema de contribuição consciente, eu não curto a abordagem mal feita do karma no “conceito” mas creio que entendo o que carrega de sentido e respeito muito as tentativas.

Há várias idéias do possível mas a cada momento somente uma realidade, o desafio é alinhar as idéias com ela sem a necessidade de injeção de capital externo para que o fluxo flua na baia. Na prática é que em um curto período de tempo a baia possa gerar renda para quem produz nela. Bem pouca se por acaso for, mas gerada manja? É suspeito que seja moeda forte, entendo pouco de econometrias.

Em Paraty, para fomentar os alunos e alunas de Yoga, as professoras se revezavam em uma agenda que mantinha todas as terças, quartas e quintas das 9h às 11h com Yoga na praia do Jabaquara e a pessoa que participasse contribuía com qualquer valor, qualquer mesmo.

Isso gerava muita energia e fluxo de pessoas, as manhãs são lindas e a praia incrível. Poucas conversas com muita interação e à tarde e a noite os negócios de dinheiro fluiam. Fiquei lá muitos dias andando nestes caminhos que fomentavam um micro-ecossistema: os hostels e pousadas amigas e da turma, os restaurantes de comida interessante para o público (a partir de R$8,00 a refeição mais barata, quanto quiser gastar na mais cara e com poucas moedas pequenas na coletividade) , os passeadores de trilhas e cachús, os pontos de comida e bebida nas trilhas, as aulas e produtos faça-você-mesmo dos moradores temporários, os livros das escritoras, as empreitadas topa-tudo quase permacultura dos fazedores cheios de gás, cursos privados e de aprofundamento em temáticas muito cabeçudas, encontros de coletivos hierárquicos, de coletivos do sagrado feminino só para mulheres e os que recebem todo mundo, centros espirituais religiosos e um monte de outras coisas integradas como os melhores serviços em custo X benefício como pedreiros, encanadores, detetizadores, fazedores de sites, recepcionistas e tals. Muitos turistas ficam dias caminhando em pontos da mesma rede.

Na baia as atividades tem sido experiências de uma escala variável e espontânea de produtos e serviços, onde vários deles podem ser intangiveis, grátis ou bem baratos, é energia do/pro fluxo entre as pessoas que desejam viver o processo. É possível e não controlável que a interação crie condição para os serviços e produtos mais qualificados e a conversa caminhe para relações comerciais mais significativas.

Então, resumindo, ufa! ahahah

O desafio que eu estou me propondo é pensar em algo que possa ser gratuito e descrever muito bem em vários métodos gerenciais as coisas que possam e que eu desejo que gere renda. Vou estimar a renda desejável anual, sei que é difícil mas pode ser simples. E no dia a dia vou matutar em como alcançá-la e inseri-la nas redes que me envolvo.


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